Satisfazer o cliente não basta: é preciso encantar.


A diferença entre o bom vendedor e o ''tirador de pedidos'' é justamente a capacidade de identificar o perfil de cada cliente e estar preparado para atendê-lo.


A melhor maneira de abordar um cliente, de acordo com o economista Sidney Kayamori, que tem especialização em comércio varejista, é se aproximar e esperar que o consumidor peça ajuda. Ele também aconselha os vendedores a evitar conversa fiada, piadinhas e intimidades: ''Tudo isso gera uma impressão de falsidade''. Para o consumidor que teve o azar de ser atendido por um vendedor assim, a dica de Sidney é a franqueza: ''Eu digo que estou olhando e que quando precisar, vou chamá-lo''.


Especialista em engenharia da qualidade, Kayamori lembra que simplesmente satisfazer o cliente é pouco: ''A visão moderna é encantar e surpreender'', revela. E como se faz isso? ''Um shopping que ofereça um mapa das lojas em braille para clientes cegos, um funcionário que fala inglês para atender clientes estrangeiros ou um estacionamento que ajuda o cliente distraído a descobrir onde estacionou o carro, por exemplo'', ensina.


Embora reconheça que o auto-serviço é uma tendência mundial, Kayamori afirma que a profissão de vendedor está longe de desaparecer do mercado. ''O contato humano é insubstituível. Tem pessoas tão solitárias que saem às compras exatamente para ter alguém com quem conversar'', sugere.


Para o economista, a diferença entre o bom vendedor e o ''tirador de pedidos'' é justamente a capacidade de identificar o perfil de cada cliente e estar preparado para atendê-lo. ''Também é preciso conhecer tecnologia e ter pelo menos uma noção de inglês e espanhol'', aponta. Atitudes simples, como perguntar o nome da pessoa, podem conquistar um cliente para sempre: ''As pessoas gostam de se sentir importantes. Tratar alguém pelo nome ou lembrar do que ele gosta é a melhor maneira de transformar um consumidor em cliente''.


 Fonte: Folha de Londrina












 

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