

A importância de conhecer o cliente.
O diferencial para o fornecedor é a noção dos negócios do comprador.
Neste exato momento, milhares de micro, pequenas, médias e grandes empresas
estão fazendo negócios pelos mais diferentes meios, como troca eletrônica de
dados (EDI), internet, fax e papel, por exemplo.
Há pouco mais de uma década, quem detinha o controle dos recursos
eletrônicos tinha o maior diferencial competitivo do mercado, pois eram
poucos os "players" capazes de arriscar milhares de dólares em algo
considerado ainda tão incipiente.
O que mudou drasticamente nesta última década, então? Com a disseminação em
massa da tecnologia, que passou a ser vista como commodity, o verdadeiro
diferencial ficou concentra do no conhecimento profundo do negócio.
O meio de fazer negócios já não importa e é simples explicar o porquê.
Analisemos dois carros de corrida de F-Indy, por exemplo. Eles têm os mesmos
chassis, motor, combustível, pneu e equipe técnica. Onde reside a vantagem
competitiva? Está no conhecimento, nas habilidades e no preparo físico e
mental do piloto.
Para comprovar essa afirmação o mundo empresarial está repleto de lições.
Tomemos como exemplo a onda do comércio eletrônico no final da década de 90.
Naquele momento surgiram milhares de novos empreendimentos em todo o mundo,
com propostas mirabolantes e promessas das mais diversas.
O resultado disso foi a supervalorização de empresas virtuais, processo que
culminou no estouro da bolha e no "crash" da Nasdaq. O problema não foi
tecnologia, já que muitas dessas empresas possuíam soluções de ponta.
O que faltou, entre outras coisas naturalmente, foi simplesmente perguntar
ao cliente (se é que havia algum) o que ele queria, como, a que preço, em
que condições, e assim por diante. Ou seja, muitas empresas incorreram no
erro de não conhecer o negócio do cliente e as suas necessidades.
Nas micro e pequenas empresas, por exemplo, ainda vemos uma resistência
cultural muito grande no que diz respeito ao ingresso no mundo digital. Isso
é totalmente respaldado pelo fato de que até hoje funciona o famoso "pedido
rabiscado no papel de pão" e enviado via fax.
Apesar disso, esse cenário tende a mudar drasticamente. Basta que as
empresas de médio e grande portes comecem a exigir que todos os seus
fornecedores, inclusive os micros, atuem de maneira integrada e conectada.
Observações desse tipo parecem simples detalhes, mas tornam-se críticas para
entendermos o que os empresários e executivos realmente necessitam da
tecnologia. Como dissemos, o meio de fazer negócios já não importa.
Na evolução, o mercado deixou de olhar a tecnologia para rever o negócio em
si. Deixou de olhar um departamento específico e passou a ver uma
corporação. Nesse cenário de mudança, o conhecimento passou a ter um papel
estratégico. Ainda hoje vemos muitas "equipes de F-Indy" turbinando suas
máquinas de comércio eletrônico, absorvidas apenas com a tecnologia.
Lamentavelmente poucas estão preocupadas com o piloto, no qual reside a
verdadeira vantagem. É por aí, no entanto, que se perde uma corrida.



