

Mudança nos valores do trabalho e a Motivação.
A motivação ainda é um grande desafio para as empresas, e cada vez mais deve
ser preocupação, pois é o combustível que nos faz funcionar. Por meio da
motivação há melhoria nos processos internos, dos produtos, envolvimento e
comprometimento.
Quando a empresa realiza uma pesquisa de satisfação, é visível que a
produtividade aumenta, quando as pessoas são motivadas de forma particular,
através do desenvolvimento de suas capacidades, do reconhecimento dos
objetivos, das tarefas e de seu valor, tanto por parte da chefia como pelo
grupo que pertence.
Não esquecendo da recompensa através do seu salário, premiações, entre
outras coisas etc.
O valor do trabalho passa por diversas transformações e sofre quebra de
vários paradigmas. Como a Psicologia é uma área de conhecimento que há muito
tempo compreender e explicar o comportamento humano, bem como suas
motivações, favorecerá um pano de fundo das teorias motivacionais, pois já
estamos tratando de mudança nos valores do trabalho.
Anteriormente era possível de realização pessoal bem como reconhecimento, o
trabalho, tem representado nos dias de hoje nada mais do que meio de
sobrevivência e de segurança, já que podemos identificar um grande número de
pessoas insatisfeitas com o seu trabalho, como também muitas trabalham sem
vínculo empregatício.
Pode-se dizer ainda que o envolvimento das pessoas com seu trabalho tem
diminuído com o passar do tempo bem como as motivações das pessoas para com
ele.
Antigamente, vivíamos num contexto diferente, onde as pessoas dedicavam-se
de corpo e alma ao trabalho e estavam dispostos a encarar desafios.Com o
passar do tempo, houve uma mudança. Um os aspectos críticos da motivação é a
redução ou o excesso na jornada de trabalho levando a uma saturação
psicológica do trabalhador como também a instabilidade social, política
econômica que o país tem passado, provocando também instabilidade nos
negócios e conseqüentemente no trabalho.
O valor do trabalho está perdendo espaço e dando caminho para algumas
discussões se o trabalho ainda é uma fonte motivacional desde o trabalho
mais repetitivo até o mais criativo.
O trabalho deixou de ser fonte de satisfação e qualidade de vida passando a
exercer o papel de meio de sobrevivência e de esperança.
A crise da qual estamos ratando, trata-se de uma crise de valores, passível
de julgamento e questionamentos.Tratando-se de um fato novo, ou de uma
discussão mais atual, torna-se difícil encontrar índices objetivos do
declínio de tal motivação para o trabalho.
Leboyer (1994) diz que isso acontece por duas razões: " primeiro, os
indicadores de produtividade, de qualidade e de absenteísmo são determinados
por alguns fatores. Segundo, alguns destes indicadores são altamente
confidenciais".
Um dos indicadores merecedor de destaque para a desmotivação ao trabalho é a
diminuição da jornada de trabalho.
Esta redução da duração total da jornada de trabalho pode ser tanto
atribuída a crise das motivações quanto ao desejo dos trabalhadores em
passar menos horas na fábrica ou nos escritórios.
As questões referentes às motivações representam há muito tempo grande parte
das preocupações de psicólogos, e as motivações para o trabalho tornaram-se
objeto de análise como contraponto às representações que Taylor fazia do
homem. Reconhecendo a importância do elemento humano nas organizações,
alguns teóricos tentam desenvolver um quadro de referência para auxiliar os
administradores a entender o comportamento e leva-los não só a determinar os
porquês do comportamento passado como também até certo ponto, a prever
modificar e até controlar o comportamento futuro.
O comportamento humano orienta-se basicamente para a consecução de objetivo,
ou pelo desejo de alcançar objetivo, mas nem sempre as pessoas tem
consciência dos seus objetivos, e nem sempre nossa mente vê conscientemente
a razão das nossas ações.Os impulsos que determinam nossos padrões
comportamentais, a personalidade é em grande parte subconscientes, onde
Sigmund Freud foi um dos primeiros a reconhecer a importância da motivação
subconsciente ( HERSEY E BLANCHARD, 1986).
Segundo Hersey e Blanchard ( 1986), a unidade básica do comportamento é a
atividade, porque todo comportamento compõe-se de uma série de
atividade.Como seres humanos, estamos sempre fazendo alguma coisa: andando,m
conversando, comendo, dormindo, trabalhando, etc. Em muitos casos realizamos
mais de uma atividade simultaneamente- por exemplo, conversar e dirigir o
automóvel. A qualquer momento podemos decidir passar de uma atividade ou
conjunto de atividades pra outra. Isso leva algumas questões interessantes.
Porque as pessoas se envolvem em certas atividades, e não em outras? Porque
mudam de atividades? Para tanto, precisamos saber que motivos ou
necessidades das pessoas originam determinada ação em dado momento.
Os serem humanos são diferente uns dos outros não só em termos de capacidade
para execução de determinadas tarefas, mas também pela sua vontade de fazer
as coisas.
A motivação depende da intensidade dos seus motivos e estes podem ser
definidos como necessidade, desejo, ou impulsos oriundos e dirigidos para
objetivos, que podem ser consciente ou inconsciente.
Hersey e Blanchard (1986) os objetivos está fora da pessoa e 'às vezes são
chamados de " recompensa esperada", para as quais se dirigem os motivos. Os
motivos ou necessidades são razões subjacentes ao comportamento humano e
todas as pessoas têm centenas de necessidade e todas estas competem pelo seu
comportamento. O que determinará a escolha do motivo que a pessoa tenderá
satisfazer. " Será a necessidade mais intensa em determinado momento, e as
necessidades satisfeitas podem a intensidade e normalmente deixam de motivar
as pessoas a procurar objetivos para satisfaze-las".
Esses fatores dinâmicos, ao entrarem em ação, envolvem a personalidade como
um todo, isto é, colocam em atividade a inteligência, as emoções, os
instintos, as experiências vividas e os dados já incorporados ao psiquismo.
Basicamente a pessoa não consegue ir em frente se não for movido. O "
motivo" é um estímulo que impulsiona para o comportamento especifico,
estímulo este podendo ser interno ou externo.
O interno é as necessidades, aptidões, interesses pessoais e os externos são
estímulos incentivos que o ambiente oferece. Motivas significa criar
condições para que os funcionários trabalhem mais e melhor em benefício da
organização.
Cabe ressaltar: Cada pessoa deve ser motivada de forma diferente, pois cada
qual tem necessidades e emoções distintas. O homem é um ser insaciável, uma
vez satisfeita uma necessidade, automaticamente surgirá outras, por isso, é
importante que a empresa diversifique os benefícios, adequando-os de acordo
com as necessidades dos funcionários.
Hoje o desafio dos gestores é motivar as pessoas a crescerem, juntamente com
a organização. Caso isso não aconteça, o caos estará instalado.
Os fatores motivacionais envolvem sentimentos de crescimento individual de
reconhecimento profissional e as necessidades de auto realização.
Não adianta somente oferecer panacéias de benefícios no final do ano, como
churrascos, cestas de natal ou outros benefícios. Com esses recursos, o
processo motivacional funcionará somente por um curto período.
É preciso pensar no que o funcionário gostaria de ganhar e não o que a
empresa gostaria de dar, hoje.
Trabalha-se com benefícios flexíveis, ou cotas de benefícios.
A empresa disponibiliza uma relação de benefícios classificados como
obrigatórios e outros opcionais e o funcionário poderá escolher o que mais
lhe interessar.
Para que a motivação funcione é preciso que o funcionário esteja, também,
disposto se motivar, vontade.
De trabalhar, principalmente que goste do que faz.
O papel da empresa nesse processo é o de propiciar condições e incentivos.
A formação de líderes e a estimulação da criatividade também são aspectos
importantes para as organizações. Assim, é necessário dar liberdade para o
funcionário criar novas formas de trabalho, produtos e serviços,
proporcionando o comprometimento com a empresa.
O medo de errar e da punição é predominante na maioria dos cenários das
organizações. É importante lembrar que o indivíduo criativo é regido pela
auto realização, está atento a tudo o que acontece. Além disso, busca
desafios, cria o novo, busca soluções criativas para os problemas,
tornando-se motivante e auto motivador.
O desafio ao uso da criatividade no trabalho leva à motivação, favorecendo a
participação ativa. Quando se bloquear a inteligência criativa há o
desinteresse de participar, opinar e envolver-se mais e mais.
(Maria Ines Felippe)



